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sábado, 21 de fevereiro de 2015

CUFA adota anu preto contra o preconceito e paradigmas

Nova logomarca da organização, incorpora a ave símbolo do mau agouro, anu preto simboliza o preconceito sofrido pela população negra ao longo dos anos


A Central Única das Favelas (CUFA), organização fundada em 1998 com a missão de levar conhecimento, autoestima, cultura e qualidade de vida aos moradores das favelas do Brasil e do mundo, apresentou nesta quinta-feira, 12, sua nova logomarca. Assinada pela Propeg, a marca tem como principal novidade a inclusão de um anu-preto, ave associada ao mau agouro por sua cor.

A logomarca sofreu alterações em três aspectos: tipologia, cores e figura. O formato arredondado das letras foi substituído por traços retilíneos com o objetivo de dar um aspecto mais moderno. Já o fundo da logo passou a ter o laranja como cor predominante.

"A reestruturação da marca não é apenas uma mudança estética, é a representação da evolução da CUFA, que se mostra cada vez mais atuante, mais capacitada e antenada com o presente. A inclusão do anu-preto simboliza todo o preconceito sofrido pela população negra ao longo dos anos, que confunde-se com a história dessa ave", disse em comunicado oficial Celso Athayde, fundador da CUFA.


segunda-feira, 17 de março de 2014

TERRA, O PLANETA DOS MACACOS!



Celso Athayde lança campanha contra o racismo e engaja milhares de pessoas na Semana do Macaco

Celso Athayde, fundador da CUFA – Central Única das Favelas, chamou a semana que estamos em “a Semana do Macaco” e encontrou uma forma bastante criativa e bem humorada de chamar à reflexão um tema polêmico na sociedade, o Racismo.

Comparando as semelhanças entre a diversidade racial dos macacos e a diversidade étnica dos homens, Celso chamou a atenção para o fato de haver na natureza macacos brancos, pretos, marrons, amarelos e vermelhos assim como há homens louros, negros, morenos e pardos, botando uma lente de aumento na constatação de que todos, brancos, indígenas ou negros, guardamos semelhanças com nossos ancestrais primatas, não havendo razão para a associação do animal apenas ao negro e, sobretudo, para os tristes cenários de racismo que ainda se observa no Brasil.  

Sucesso absoluto na internet, a campanha teve a adesão de milhares de pessoas que, em apoio, trocaram suas fotos de perfil pela de um macaco de características semelhantes às suas e utilizaram as hashtagas #SemanadoMacaco e #NaoaoRacismo . Ainda pelo caráter lúdico da proposta, a campanha teve um enorme apelo também entre as crianças que tiveram a chance de ser introduzidas ao tema de uma maneira bastante criativa e reflexiva.

Com o fim da Semana do Macaco, a campanha encerra-se neste domingo, dia 16/03, às 17 horas, com uma grande celebração contra o racismo na Estrada Intendente Magalhães, Madureira-Campinho , Rio de Janeiro. Na festividade, que contará com um desfile da escola de samba Portela, os componentes prometem fazer um grande abraço no desfile e  se caracterizar como macacos, pintando seus rostos.

Mas se a campanha se encerra no domingo, a conscientização em favor da igualdade social segue firme na luta contra o racismo. Como desdobramento da campanha, os alunos da Escola Municipal Mário Fernandes Pinheiro, em Campo Grande, Rio de Janeiro, farão na próxima segunda-feira, 24/03, às 14 horas, uma exposição de suas “identidades primatas”, como resultado da pesquisa sobre macacos que tivessem aparência semelhante às suas, proposta pela Professora Verônica Marcílio, baseada na campanha #SemanaDoMacaco.

Para mais informações sobre a Campanha do Macaco visite www.cufa.org.br