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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

NOTA OFICIAL

Cufa-RS inicia 29º curso de educação racial e formação social

Ação com o objetivo de levar informação e conhecimento a respeito de consciência racial começa dia 29 de setembro e terá a torcedora do Grêmio Patricia Moreira que ao lado de outros torcedores do grêmio protagonizaram cenas bizarras contra o goleiro Aranha.
Para falar da importância dos negros no país e no mundo, a Central Única das Favelas do Rio Grande do Sul realizará, às segundas-feiras, das 14h às 17h, a partir do dia 29, um curso de educação racial e formação social. O intuito do programa, com duração de três meses, que já existe desde 2011, é levar informação e conhecimento a respeito da consciência racial, e é destinado a todos os jovens que foram vítimas ou praticaram o preconceito. Patrícia Moreira, torcedora do Grêmio envolvida no ato racista contra o goleiro Aranha, se inscreveu e fará parte da próxima turma.
Responsável por ministrar o curso em parceria com professores convidados, Manoel Soares, comunicador e coordenador estadual da instituição, falou a respeito do tema, que está inflamado na mídia.
“Acreditamos que todos os envolvidos em situações de injúrias raciais devem responder à justiça, mas, se não educarmos essas pessoas, o preconceito continuará causando consequências graves para a sociedade. Discutir o tema é uma das formas de se lutar contra o preconceito que está dentro de muitos ainda”, afirmou o coordenador do projeto.
Para elucidar o público, o curso apresenta músicas com influência da cultura negra, publicações, vídeos e fotos. Os temas abordados vão desde a história da escravidão até o papel do negro hoje na sociedade, a invisibilidade negra no Brasil e o preconceito.
Presidente nacional da Cufa, Preto Zezé reforça a declaração de Manoel Soares, e ratifica o papel da instituição.
“Entendemos que todas as pessoas que se envolvem em qualquer tipo de crime devem prestar contas com a justiça, mas, como organização social, nosso papel não é discriminar ou proibir ninguém de sentar nos nossos bancos de conhecimento, e sim, reeducar as pessoas para que elas não comentam outros crimes”.
Para participar, basta enviar um email para oficialcufars@gmail.com.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Chutando o Preconceito

Vítima de ofensas racistas no jogo contra o Real Garcilaso, no último dia 12 de fevereiro, pela Libertadores, o volante Tinga do Cruzeiro, que recebeu o apoio na luta contra o preconceito, resolveu assumir o papel de embaixador da causa e em parceria com a CUFA (Central Única das Favelas), do Rio Grande do Sul, lançará, em março, a campanha 'Chutando o Preconceito'.
O primeiro evento ocorrerá no dia 24 de março, em Porto Alegre, e contará com a presença do jogador como principal referência. O volante é um dos parceiros da CUFA há mais de dois anos e apadrinha o Torneio Bola Comunitária, que conta com a participação de crianças de comunidades carentes do estado natal do jogador.
A ideia surgiu depois dos lamentáveis episódios envolvendo torcedores peruanos, que imitavam sons e gestos de macaco a cada vez que o volante pegava na bola. Depois de toda a repercussão do episódio e o apoio de vários brasileiros nas redes sociais, inclusive de personalidades do esporte e da política, como a presidente Dilma Rousseff e ex-jogadores como Ronaldo e Roberto Carlos, o meio-campista virou um símbolo da luta contra o racismo.
Em uma conversa com Manoel Soares, jornalista da RBS e coordenador estadual da CUFA, os dois decidiram realizar o projeto utilizando o esporte e a figura de Tinga para combater o racismo. Segundo Paulo Daniel Santos, um dos coordenadores de pequenos projetos da entidade, a ideia é fazer eventos por todo o estado e, com o tempo, expandir pelo País.
'O Tinga sempre foi um parceiro da CUFA e amigo pessoal do Manoel Soares. Quando houve aquele ato de racismo a gente se mobilizou. A ideia é de criar um projeto para lidar com a questão do combate ao preconceito. Estamos criando esse movimento com o objetivo de diminuir o preconceito', disse.
'O primeiros será aqui no Rio Grande do Sul, mas a nossa ideia é criar espaços de debate para rodar todo o Brasil com essa ideia. Queremos aproveitar do esporte para disseminar esse pensamento e, ao menos neste primeiro evento, teremos a presença do Tinga como principal figura. O atleta tem algumas obrigações com o clube e tentaremos conciliar as agendas para os próximos', acrescentou.
A campanha já ganhou apoio dos companheiros de Tinga. Pelas redes sociais, os jogadores do Cruzeiro já aproveitaram para divulgar a campanha. O meia Marlone, o volante Lucas Silva e o lateral Mayke já postaram o cartaz do movimento em suas respectivas contas no Instagram. O zagueiro Paulão, do Internacional, que até pouco tempo estava no clube celeste com Tinga, também aderiu à causa e ajudou a divulgar na internet.
O caso de racismo envolvendo a torcida do Real Garcilaso ainda está sendo estudado pela Conmebol, que prometeu se posicionar ainda nesta semana e proferir uma decisão do julgamento. O clube acusado enviou documentos à Confederação Sul-Americana de futebol na última segunda-feira e aguarda pela sentença. Em sua defesa, alegou que nem mesmo o juiz e o delegado da partida citaram o fato e de que não há controle sobre a torcida por ter jogado em Huancayo. O clube peruano pode ser punido com multa de US$ 3 mil até a exclusão do torneio.

segunda-feira, 17 de março de 2014

TERRA, O PLANETA DOS MACACOS!



Celso Athayde lança campanha contra o racismo e engaja milhares de pessoas na Semana do Macaco

Celso Athayde, fundador da CUFA – Central Única das Favelas, chamou a semana que estamos em “a Semana do Macaco” e encontrou uma forma bastante criativa e bem humorada de chamar à reflexão um tema polêmico na sociedade, o Racismo.

Comparando as semelhanças entre a diversidade racial dos macacos e a diversidade étnica dos homens, Celso chamou a atenção para o fato de haver na natureza macacos brancos, pretos, marrons, amarelos e vermelhos assim como há homens louros, negros, morenos e pardos, botando uma lente de aumento na constatação de que todos, brancos, indígenas ou negros, guardamos semelhanças com nossos ancestrais primatas, não havendo razão para a associação do animal apenas ao negro e, sobretudo, para os tristes cenários de racismo que ainda se observa no Brasil.  

Sucesso absoluto na internet, a campanha teve a adesão de milhares de pessoas que, em apoio, trocaram suas fotos de perfil pela de um macaco de características semelhantes às suas e utilizaram as hashtagas #SemanadoMacaco e #NaoaoRacismo . Ainda pelo caráter lúdico da proposta, a campanha teve um enorme apelo também entre as crianças que tiveram a chance de ser introduzidas ao tema de uma maneira bastante criativa e reflexiva.

Com o fim da Semana do Macaco, a campanha encerra-se neste domingo, dia 16/03, às 17 horas, com uma grande celebração contra o racismo na Estrada Intendente Magalhães, Madureira-Campinho , Rio de Janeiro. Na festividade, que contará com um desfile da escola de samba Portela, os componentes prometem fazer um grande abraço no desfile e  se caracterizar como macacos, pintando seus rostos.

Mas se a campanha se encerra no domingo, a conscientização em favor da igualdade social segue firme na luta contra o racismo. Como desdobramento da campanha, os alunos da Escola Municipal Mário Fernandes Pinheiro, em Campo Grande, Rio de Janeiro, farão na próxima segunda-feira, 24/03, às 14 horas, uma exposição de suas “identidades primatas”, como resultado da pesquisa sobre macacos que tivessem aparência semelhante às suas, proposta pela Professora Verônica Marcílio, baseada na campanha #SemanaDoMacaco.

Para mais informações sobre a Campanha do Macaco visite www.cufa.org.br