quarta-feira, 15 de abril de 2009

RPB Festival Catarinense


RPB Festival Catarinense
Rap Popular Brasileiro é um festival de Música que será realizado através de eliminatórias em todos os estados Brasileiros. A finalissima nacional será no Rio de Janeiro, sob o viaduto Negrão de Lima em Madureira no ultimo domingo de Julho com a participação dos vencedores de cada estado.

Aqui em Santa Catarina o festival será realizado na Beira Mar de São José, no dia 12 de Julho evento anexo a grande final da LIIBRA, vão se apresentar os 15 grupos ou artistas selecionados.

Acesse o blog www.rpbfestivalcatarinense.blogspot.com se inscreva baixando o Edital e a Ficha de Inscrição.

As inscrições foram prorrogadas e vão até o dia 30 de Abril.
O bonde não para...

"Muitos sons e talentos serão revelados nos palcos do RPB nos quatro cantos do Brasil, alem de revivermos o calor dos grandes festivais”.Nega Gizza

quinta-feira, 26 de março de 2009

MV.Bill no SENADO


MV Bill, senador? Pesquisa encomendada pela CUFA - Central Única de Favelas revela que 37% dos jovens do Estado do Rio de Janeiro votariam no rapper, um dos fundadores da organização. Os jovens representam 14% do eleitorado do Rio de Janeiro (cerca de 1.587.000 eleitores até 24 anos).

A pesquisa foi motivada pelas recentes declarações de Caetano Veloso. Em 1º de Março deste ano, no show comemorativo pelo aniversário do Rio de Janeiro na Cidade de Deus, o cantor baiano “lançou” a candidatura de MV Bill ao senado e convocou a população a votar no rapper.

Realizada pelo IBPS – Instituto Brasileiro de Pesquisa Social entre os dias 6 e 10 de março, a pesquisa entrevistou, por telefone, 1.100 pessoas em todo o Estado do Rio de Janeiro. A margem de erro é de três pontos percentuais.

O IBPS também revela que 58% dos entrevistados conhece MV Bill, sendo que os jovens de 16 a 24 anos o “conhecem muito”.

Trinta e seis por cento dos entrevistados tem uma imagem “ótima” ou “boa” do rapper, contra apenas 3% que tem imagem “ruim” ou “péssima”. Entre os jovens (16-24 anos), os percentuais positivos alcançam 50% e entre os que ganham até 2 salários mínimos, 40%.

Quase um terço dos entrevistados (27%) – o que seria equivalente a 2.124.000 eleitores – acha que ele deveria se candidatar a Deputado Federal e 7% que ele deve se candidatar a Senador.


Caso ele se candidate a Deputado Federal, 23% dos entrevistados (cerca de 1.809.000 eleitores) declaram que votariam nele com probabilidade “muito grande” ou “grande”.

Caso ele opte pelo Senado, teria os votos de 19% (cerca de 1.494.000 eleitores). Entre os jovens, este percentual sobe para 37% de intenções de voto.

Quando a pergunta é qual partido pelo qual MV Bill deveria se candidatar, 10% dos entrevistados declara ser o PT. PV, PDT e PMDB aparecem em segundo lugar, com 3%.

A grande maioria dos entrevistados (74%) considera “importante” ou “muito importante” que exista no Congresso Nacional um representante das favelas.

Apesar de toda a mobilização, o rapper continua a afirmar que não será candidato a nada.

sexta-feira, 20 de março de 2009

MV.Bill e Celso Athayde visitam o Haiti






Último dia de MV Bill e Celso Athayde no Haiti
Bill conheceu a Favela Cidade de Deus haitiana, relembrou os tempos de infância e foi homenageado pelo Exército Brasileiro e a Marinha do Brasil

Em seu último dia no Haiti, Bill e Athayde acordaram cedo e foram visitar uma favela com um nome bem comum a eles: a favela Cidade de Deus, no Haiti. Ao percorrer becos e vielas, conversaram e conheceram muitos moradores de lá.

A homônima Favela Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, se divide em quatro partes, e uma das semelhanças apontadas por MV Bill era que a CDD do Haiti também se dividia em classes sociais. Segundo Bill, é nítido para todos que apesar da miséria, algumas pessoas eram, ainda assim, menos felizes e mais depressivas socialmente.

À tarde, visitaram um projeto da Viva Rio, uma organização não-governamental do Rio de Janeiro que faz trabalhos sociais no Haiti há alguns anos. O trabalho que Bill e Athayde foram conhecer de perto é voltado para mediação de conflitos entre jovens, usando o Hip Hop e outros elementos como instrumento de transformação. Sim, o Hip Hop também é instrumento de transformação no Haiti.

Nesta despedida do Haiti, MV Bill voltou a ser criança novamente. Ele brincou com as crianças no Forte Nacional, uma base militar brasileira onde são feitos vários projetos e ações sociais com jovens e seus familiares.

Celso Athayde enviou à CUFA, durante todos os dias em que esteve no Haiti, um relatório apurado, com várias impressões acerca do país, seus costumes, o cotidiano do povo haitiano. Abaixo, Athayde fez um relato que ao mesmo tempo emociona e choca, tamanha a miséria e dificuldade.

“Algumas coisas que ali aconteciam já não eram para nós novidade no Haiti – sobretudo nas favelas como CT Solei, Bel Air , Broklin, Cité Gerard, Boston, Ti Haiti, entre outras –, como ver mulheres e homens tomando banho na rua absolutamente nus ou mesmo urinando ou defecando à luz do dia em espaços públicos, como se fosse a coisas mais natural do mundo, e para eles é. As crianças são encarregadas de jogar fora, às vezes da noite anterior, no lixo em frente às suas casas ou nos rios entupidos. Pois é, a vida dessas pessoas nestas favelas são tão primitivas que suas casas se quer possuem banheiros. Sem falar que não têm luz, esgoto e comida. A impressão que temos é que todas as pessoas do Haiti trabalham na rua, vendendo qualquer coisa, ou, quem sabe, trocando por outras. O fato é que as ruas ficam repletas de gente, que divide suas comidas regionais vendidas com lixo, esgoto e animais. Um profundo caos em matéria de higiene e saúde publica...”

O Exército Brasileiro

“Derrubamos em nós o mito de que a população não apóia a presença das tropas, sejam elas brasileiras ou não. É evidente que existem pessoas contrárias a essa permanência militar da ONU no Haiti, mas pelo que nós percebemos e perguntamos espontaneamente a quem passava nas ruas e becos, temos a certeza – eu, pelo menos, tenho – de que essa permanência é fundamental e acertada. Se 20% das histórias contadas por esses moradores infelizes e sem educação (50% são analfabetos) forem verdade, se as gangues realmente faziam as atrocidades citadas, então não seria realmente possível promover a paz e as ações sociais nesse ambiente sem que antes houvesse uma intervenção para restabelecer a ordem. Eu, particularmente, perguntei a muitas pessoas. Existiam as que diziam que não podia falar gravando com medo de represália, mas que era importante a presença das tropas. E para fechar essa questão, eu reproduzo aqui a resposta de um jovem de 21 anos da favela de Belé, historicamente uma das mais violentas do Haiti: ‘O Brasil tem armas grandes, os facínoras têm medo dos brasileiros. Se o Brasil forem embora eles vão voltar e vão oprimir a gente. Eu prefiro que o mundo acabe’.

Bem, amigos, a mim não interessa nada além da realidade, e essa foi a que eu vi. Mas gostaria que vocês perguntassem para uma pessoa que está presente nessas comunidades e fazendo um trabalho com elas: é o comandante Amaury, que na condição de militar poderá discutir e ser questionado por todos vocês. E, aliás, acho muito bom que seja. O e-mail dele é amaury.junior1966@gmail.com


As gangues e a violência

“As gangues haitianas sempre tiveram fama de serem muito violentas, vide uma informação que a mim foi narrada por um jovem morador e depois confirmada com riqueza de detalhes por um major da Forca Nacional, que passou a patrulhar as favelas no horário entre 04h e 06h (da manhã):

Quando os trabalhadores e trabalhadoras estavam indo para seus trabalhos com seus poucos pertences é que as gangues cercavam-nos para lhes roubar. Aqueles que não tinham nada para perder eram estuprados, fossem homens, mulheres, velhos ou crianças.

Outras pessoas afirmaram que cada gangue tinha um estuprador, que muitos deles iam para os EUA colocar uma prótese no pênis com ponta de aço para não se limitar à humilhação, mas destruir a vítima. Era evidente que aquilo era real, pois mesmo no Brasil muitas vítimas são espancadas por marginais quando não têm pertences, e tratando-se de um país destruído, de favelas que beiram a selvageria, isso não seria nada improvável.

Bill várias vezes se emocionou durante essa visita, comparando a Cidade de Deus que ele mora e a outra Cidade de Deus que aqui ele visitava. Muitas semelhanças e muitas tristezas. Mas as fotos falam por si mesmas.

Hoje foi o último dia de Haiti, sexta-feira. Sábado é dia de voltar pra casa. Saímos da Cidade de Deus haitiana e partimos para o Forte Nacional, mas antes demos uma passadinha rápida no Palácio do Governo...

Esse é um dos poucos contrastes do Haiti: quando temos um Palácio tão nobre, tal alvo e tão imponente, a metros de distância encontramos pessoas famintas.

Outra coisa que me chamou a atenção foi que as mulheres não se depilam. Então, perguntei ao nosso tradutor, um negão de 57 anos, a razão. Ele explicou que em sua cultura as mulheres não se depilam porque quando elas fazem isso é porque estão doentes, com doenças contagiosas, e por tanto, nenhum homem se aventuraria a uma relação com elas.

As curiosidades não paravam. O sol era escaldante e eu já tinha visto em alguns momentos alguns adultos espancarem crianças – imagino que fossem seus filhos, ninguém intervinha ou, se quer, esboçava reações. Em nossas conversas com a população ficamos sabendo que as brigas de família são comuns, exatamente como em qualquer lugar do mundo, só que ali tinha uma diferença: os pais, sobretudo as mães, batem nos filhos com pedras para machucá-los, e é muito comum, seja em família ou entre vizinhos, os esfaqueamentos sem perfurações profundas, mas aqui existe a cultura do corte no corpo das pessoas, sobretudo no rosto. As garrafas também são muito usadas para essa finalidade.”
Por: Fernanda Quevedo

Relato de Celso Athayde sobre o Haiti

“Confesso que eu sempre fiz críticas ao que eu chamava de ocupação das tropas brasileiras no Haiti, mas ao conhecer o que se passa por lá, essas críticas se tornaram ingênuas e infantis, pois não se trata de uma ocupação, mas de uma forca de paz que tem o objetivo de estabelecer a ordem pública no país a pedido do próprio governo haitiano. E agora sei que muitos outros países estão nesta missão a convite da ONU. Mas eu tenho mesmo a mania ou até o desejo de criticar, e se a ONU não entrasse para fazer esse trabalho, eu certamente acusaria a de ONU de estar virando as costas para o conflito no Haiti só porque só tem preto lá, e chamaria a ONU de racista.

Não tem jeito: ou o Brasil se desliga da ONU ou vai estar sempre propensa a fazer trabalhos com ela, o que é o caso.

Na foto abaixo: Resolvemos ir com a mesma tropa para conhecer, à noite, a favela mais violenta de Porto Príncipe. Juntamos os soldados que fazem toda noite as patrulhas para mostrar que estão presentes. A miséria do lugar é tão grande que tudo vale muito dinheiro. Por exemplo: A existência das gangues tinha o objetivo de explorar os miseráveis cobrando pedágios em todos os serviços para a comunidade, como água. As gangues então se apoderavam desses benefícios do Estado, que acabavam não chegando à população. Portanto, passei a entender que as armas do exército realmente teriam que existir. Do contrário, não existiria forma de fazer uma pacificação eficiente.”

“Embarcamos com a tropa do exército para conhecer a favela à noite. Não haveria incursões ou tiros, simplesmente queríamos comparar o que vimos durante o dia, agora à noite.”

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

RPB FESTIVAL CATARINENSE - RAP POPULAR BRASILEIRO


O Bonde não pára!
RPB Festival, o maior festival de novos talentos do Rap, o único do gênero em território nacional, vem com a missão de abrir espaço para a música que embala o movimento Hip Hop e seus porta-vozes darem seu recado e mostrarem seu talento.
Realizado pela CUFA – Central Única das Favelas – nos 27 estados do País, o RPB Festival promoverá no mês de junho de 2009 as eliminatórias estaduais que classificarão os vencedores de cada estado para a final nacional.
No dia 26 de julho, sob o Viaduto Negrão de Lima (em Madureira, Rio de Janeiro-RJ), no Centro Cultural da CUFA, adeptos do Hip Hop de todo o País se reunirão para elegerem juntos a cara e o som da nova geração do Rap Nacional.
A direção geral do evento é de Nega Gizza, rapper carioca e uma das fundadoras da CUFA, que afirma que "Muitos sons e talentos serão revelados nos palcos do RPB nos quatro cantos do Brasil, alem de revivermos o calor dos grandes festivais”.

Eliminatórias Estaduais
Sendo a CUFA uma organização instituída em todo o território nacional, é de responsabilidade da CUFA de cada Estado a realização das eliminatórias estaduais em conformidade com a concepção nacional. Com isso, temos a certeza de levar para a etapa final um amplo e atualizado panorama da cena Hip Hop Brasileira, com a qualidade do maior festival de Hip Hop da América Latina, o Hutúz.

RPB Festival Catarinense
O melhor colocado, o campeão estadual do RPB Festival Santa Catarina, se juntará a todos os outros campeões estaduais na grande final nacional.
Os adeptos do movimento Hip Hop Catarinense devem ficar ligados no nosso blog que logo mais serão abertas as inscrições para o festival e demais informações sobre o mesmo como edital com os regulamentos, data, local e formato que ele terá.
Poderão se inscrever grupos e cantores de Rap de todos os gêneros.
Um dos critérios fundamentais para inscrição de grupos e artistas solos é o ineditismo da música. Assim garantimos acesso ao mercado musical para artistas que buscam espaço e oportunidade para mostrar seu trabalho.
Cada grupo (artista) poderá inscrever uma musica para participar do Festival. Todo o material será analisado por uma comissão julgadora.
A comissão organizadora local divulgara através do blog estadual os grupos e artistas classificados, e então a sorte estará lançada!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Cuiabá vai sediar o 4º Encontro Nacional de Cufa

De 29 de janeiro a 01 de fevereiro a calorosa Cuiabá será a capital Nacional da Cufa. A questão é coordenadores estaduais se reúnem para finalizar o planejamento estratégico nacional de 2009 da organização, que começou a ser feito em novembro do ano passado em Brasília, e durou cinco dias. Os principais projetos a serem discutidos serão a Liibra (Liga Internacional de Basquete de Rua) e o projeto "Os Invisíveis". Celso Athayde, conselheiro nacional e fundador da Cufa sentirá pela primeira vez o calor cuiabano, tal como grande parte dos cufistas de todos os estados do país que também aproveitarão o momento para conhecer a Chapada dos Guimarães.

A Liibra tem sido o plano mais debatido dentro da organização, por conta de suas peculiaridades bem como sua abrangência, que se tornou mundial. A única liga brasileira de basquete de rua tornou-se internacional, com representantes na América Latina, Estados Unidos e Europa, países onde o esporte-arte já tem sido fomentado, com a criação de times e discussões sobre as regras do esporte. Além do alinhamento das estratégias, já que até junho todos os estados realizarão etapas regionais, as parcerias para o fomento do esporte no mundo também estarão em pauta. Celso Athayde e Claudia Raphael da Cufa do Rio de Janeiro farão a explanação da Liibra, com o intuito de solucionar todas as duvidas com relação ao projeto.

Já o projeto "Os Invisíveis" que foi delineado no último encontro nacional da Cufa, com a presença do Ministro da Justiça Tarso Genro que afirmou a importância da Cufa para o Brasil (veja aqui). Quem também participou do encontro da Cufa no ano passado foi o secretário executivo Wadson Ribeiro, onde apresentou programas esportivos-sociais do Ministério do Esporte. Outra presença marcante foi de Reinaldo Gomes, coordenador executivo do Pronasci, Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). A trinca Cufa-Pronasci- Ministérios de Justiça e Esporte articulam-se no enfrentamento da violência, seus reflexos e causas no país, propondo ações interventivas e motivadoras, que tirem jovens das favelas brasileiras da condição de invisibilidade ou visibilidade deturpada.

A Liibra será realizada em todo o Brasil, ainda no primeiro semestre deste ano. O "Os Invisíveis", só será desenvolvido onde o Pronasci esta instalado.

Política de descentralização

A realização do encontro em Cuiabá faz parte de uma política de descentralização, onde os estados "fora do eixo" devem receber coordenadores de todo o Brasil, começando por Cuiabá. Os primeiros encontros aconteceram no Rio de Janeiro e Brasília, com o intuito de facilitar a locomoção dos coordenadores em especial do Norte e Nordeste. Com a política de descentralização, próximos encontros devem acontecer em estados dessas duas regiões.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008